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Gruginskie


Brasil: oferta ao Uruguai para fortalecer Mercosul


O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, se reunirá com presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, no próximo dia 26 de fevereiro, em Montevidéu. Na ocasião, o Brasil realizará uma série de ofertas para facilitar a entrada de produtos uruguaios e para financiar obras de infra-estrutura neste país. Através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prepara um pacote de financiamento de obras de infra-estrutura no Uruguai. Também serão debatidos o reconhecimento mútuo de normas técnicas e fitossanitárias.

Escrito por gruginskie às 17h23
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Abertura econômica não gera emprego


A Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estão disponibilizando na página eletrônica: http://www.wto.org/spanish/res_s/booksp_s/ilo_s.pdf um estudo realizado em conjunto sobre a realidade do mercado de trabalho. Os estudos demonstraram que, apesar de uma abertura média 6% maior do comércio internacional entre 1995 e 2005, o nível de geração de emprego não acompanhou o processo.
Outros estudos, que já divulgamos anteriormente, demonstram que a prometida “idade de ouro” presente nos discursos neoliberais se demonstraram falsas e as conseqüências sociais são muito grandes.


Escrito por gruginskie às 17h19
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Venezuela no MERCOSUL



No próximo dia 07 de março terminará o prazo limite para que a Venezuela cumpra com os requisitos previsto no protocolo de adesão ao MERCOSUL e tornar-se membro pleno do bloco. Um elemento que gerou certa polêmica entre alguns setores que acompanham a conjuntura internacional foi sobre a postura da venezuela frente a clśusula democrática base política do bloco, acordada pelos altos mandatários desde o Tratado de Assunção e consolidada pelo Protocolo de Ushuaia, de 24 de julho de 1998, trata do compromisso democrático no Mercosul, com a qual também concordaram Bolívia e Chile, países que detêm a condição de associados ao Bloco, e no compromisso de criar e estimular um processo de integração regional sul-americana.
No último dia 14 a Venezuela fez o depósito de ratificação do Protocolo de Ushuaia e se comprometeu ao pleno cumprimento de toda a normativa e das instituições democráticas. O país tornou-se Membro Associado do Mercosul em 2004 e em dezembro de 2005 passou à condição de Membro pleno, ou seja, com direito de participar de todas as reuniões do Mercosul, mas só ganhará a prerrogativa do voto quando preencher todos os requisitos para integrar o projeto de União Aduaneira. Assim, a Venezuela terá de adaptar sua economia à Tarifa Externa Comum (TEC) e seguir as regras do Mercosul, no prazo de 12 meses, a contar de dezembro de 2005.
Em 2005, a Venezuela importou dois bilhões e 200 milhões de dólares em produtos brasileiros e está investindo dois bilhões e meio numa refinaria em Pernambuco. Recentemente, anunciou a encomenda de 36 navios petroleiros a estaleiros no Brasil, no valor de três bilhões de dólares. A estimativa é de um aumento do Produto Interno Bruto do Mercosul em 7,7%. Um estudo da CNI indica que há um potencial de ampliar em 28% a demanda por produtos brasileiros na Venezuela.



Escrito por gruginskie às 15h24
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Um novo instrumento para obtenção de dados


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou um sistema com informações demográficas, econômicas e geográficas sobre membros da ONU. O portal reúne dados sobre 192 países, fornece a situação de cada país em relação às Metas do Milênio - compromissos para melhoria de indicadores sociais que devem ser cumpridos até 2015.
Para acessar os dados, deve-se acessar o site do IBGE: http://www.ibge.gov.br e escolher a opção “Países@”.

Escrito por gruginskie às 17h51
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Brasil oferece um pacote de medidas à Bolívia


Com a visita de Evo Morales ao Brasil, deverá ser firmado um pacote com mais de 15 acordos de ajuda ao país vizinho. As medidas se destinam à área de infra-estrutura e energética. Será financiado a construção de uma rodovia para a interligação física da América do Sul, de La Paz até o norte da Bolívia, fazendo conexão com a rodovia Brasil-Peru. O financiamento será via Proex, dentro da categoria de exportação de serviços.
O outro projeto será na área de infra-estrutura, via Petrobras, com investimento para a construção de um gasoduto no sul do continente, aumentando o fornecimento para o Brasil (especificamente Rio Grande do Sul e Paraná), Paraguai e Uruguai. Serão firmados, também, 15 acordos bilaterais, na área militar, na educação e no combate à febre aftosa.

Escrito por gruginskie às 11h43
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EUA: ofensiva diplomática nos países do Mercosul


Os EUA estão realizando uma forte ofesniva diplomática nos países do MERCOSUL no sentido de constituir acordos bilaterais de livre comércio. O governo estadunidense voltou a propor ao Paraguai uma oferta recusada em setembro de 2006 o mesmo acordo comercial de livre comércio. A justificativa do país vizinho foi de que espera a realização de um acordo entre Mercosul e EUA. O Chanceler brasileiro, Celso Amorin, tem demonstrado empenho em motivar negociações entre o Bloco e os EUA.

Escrito por gruginskie às 17h56
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OCDE quer BRIC

OCDE quer BRIC

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), através do secretário-geral da entidade, Angel Gurria, iniciou movimentos para atrair os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), para aderirem à entidade. A liderança que o Brasil vem desenvolvendo no cenário mundial, em especial no G-20, pode fazer com que o país se torne um interlocutor dos países em desenvolvimento nas tomadas de decisões da OCDE.
O Brasil, no entanto, pode ser excluído dos benefícios de Sistema Geral de Preferência (SGP) dos nações industrializadas, pelas quais parte das exportações brasileiras entram pagando tarifas menores, por ser considerado um país rico. Outro problema seria a condição de liberalizar o comércio para diversas áreas.

Escrito por gruginskie às 17h44
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Fim de um suposto consenso

Fim de um suposto consenso

liberalização econômica não traz crescimento

 

            A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou um trabalho entitulado "Flat World, Big Gaps" (Um Mundo Plano, Grandes Disparidades) onde demonstra que a liberalização e a globalização não trazem crescimento e nem aliviam a pobreza. A obra está na página https://unp.un.org/details.aspx?entry=E06348. A publicação foi editada por Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização

            O trabalho demonstra que a “receita” aplicada nas últimas décadas não aliviaram as condições de desigualdades e pobreza. A desregulação dos mercados, ao contrário, fez crescer a desigualdade na renda per capita nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e aumentou a concentração do poder econômico. O forte quadro de desigualdade não se alterou no Oriente Médio e o Norte da África e se acentuou na maioria dos outros países em desenvolvimento.

            Alguns segmentos políticos “pregaram” religiosamente a liberalização da economia e utilizaram de diferentes instrumentos para sufocar e condenar pensamentos que discordavam deste consenso. O prejuízo foi muito forte e dificilmente se poderá adotar medidas que recuperem a desestruturação das economias nacionais. Alguns povos pagaram um preço muito caro por este engano. Estamos nas vésperas da 45ª. Sessão da Comissão sobre Desenvolvimento Social da ONU, a humanidade precisa estabelecer medidas precisas para compensações às regiões que pagam o preço maior dos desequilíbrios existentes no sistema mundial.



Escrito por gruginskie às 10h53
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Recursos do Focem para o Uruguai

O Uruguai receberá US$ 1,6 milhão do Fundo de Convergência Estrutural (Focem) que se destinará ao programa “Economia Social de Fronteira”, com o objetivo de estimular o desenvolvimento de Projetos de Opção produtiva (POP). São 120 projetos que produzirão 400 novos postos de trabalhos. A decisão foi resultado da Cumbre de Chefes de Estados e de Governos do Mercosul e faz parte das ações de redução de assimetrias e deverá ter início em maio de 2007. A distribuição do FOCEM relaciona-se com a condição do PIB de cada país e suas necessidades.

Escrito por gruginskie às 17h35
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Hu Jintao refuta o neocolonialismo



O presidente chinês Hu Jintao negou à imprensa internacional que a China desenvolveria uma relação neocolonialista com a África, continente que possui grande fluxo comercial (http://noticias.uol.com.br/ultnot/economia/2007/02/07/ult35u51674.jhtm). A afirmação foi realizada em discurso na Universidade de Pretória.
A China tem expandido rapidamente suas relações com os países africanos e tem firmado diversos acordos de cooperação. No final de 2006, em Beijing, reuniram-se 41 chefes de Estado ou de Governo africanos para uma cúpula sino-africana; agora Hu Jintao já visitou Camarões, Libéria, Sudão, Zâmbia, Namíbia e África do Sul, devendo partir para Moçambique e Seychelles. No Zâmbia, o líder chinês prometeu US$ 800 milhões em investimentos na mina de Chambishi, bem como o perdão de dívidas de US$ 7,9 milhões do governo da Zâmbia com o seu país.O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, manifestou forte entusiasmo no fortalecimento das relações com o país asiático.

Escrito por gruginskie às 16h53
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Uma ode a Política Externa dependente

Uma ode a Política Externa dependente

A imprensa brasileira divulgou manifestações de duas personalidades que simbolizam o projeto neoliberal de FHC na esfera da Política Externa. A do deputado federal Júlio Redecker, em suas críticas aos contatos externos realizados pelo presidente Lula, e a do ex-ministro Celso Lafer, preocupado com a suposta ideologia anti-estadunidense que estaria tomando conta do Itamaraty.
As posições de Júlio Redecker tem uma conotação de disputa superficial da Política Externa, apontando para uma simplória comparação de quem viajou mais em cada mandato. O deputado esquece que FHC manteve uma média de 11,6 viagens anuais, representando 1 ano inteiro de governo fora do país em seus 8 anos de gestão. Entre suas viagens, consta uma visita ao presidente norte-americano Bill Clinton em Camp David e a hospedagem na residência particular do primeiro-ministro britânico Tony Blair em Chequers. Visitou todos os países da América do Sul, menos o Suriname. Visitou todos os países da América do Norte. Na Europa, visitou a Inglaterra, França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, Vaticano, Bélgica, Suíça, Holanda, Rússia, Ucrânia, Suécia, Polônia e Eslováquia. Na África, Angola, Moçambique e África do Sul. Na Ásia, Japão, China, Malásia, Indonésia, Índia, Coréia do Sul, Timor Leste e a Macau, hoje incorporado à China.
A distinção deve-se buscar no projeto representado em cada viagem presidencial. Lula tem construído importantes relações no cenário mundial que já tem produzido resultados concretos para a nação. Um indicador relevante para distingüir os resultados dos projetos de governo distintos pode ser observado na balança comercial do país. Durante os 8 anos de FHC o país acumulou um déficit de mais de US$ 8,4 bilhões. Nos 4 primeiros anos do governo Lula o Brasil atingiu um superávit de US$ 149,2 bilhões.
O suposto anti-americanismo repetidamente alegado é uma construção ideológica de setores do governo de FHC. Tanto o presidente estadunidense, George Bush, como Como a Secretária de Estado, Condoleezza Rice, já visitaram o Brasil. Neste período, quadros importantes da diplomacia e da política norte-americana estão no país, o subsecretário para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, o responsável pela América Latina, Thomas Shannon, o assessor especial na área de energia,Greg Manuel, e o secretário de Justiça e procurador-geral, Alberto Gonzales, estão estabelecendo contatos importantes com o governo brasileiro.
Para Celso Lafer, importante intelectual, mas que como Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ministro das Relações Exteriores esteve vinculado a um projeto que trouxe prejuízos ao Brasil, procura não fazer um balanço das relações Brasil – EUA. Em 8 anos de governo, FHC acumulou um déficit de US$ 7,1 bilhões. Em apenas 4 anos, com o governo Lula, o Brasil atingiu um superávit de US$ 35,7 bilhões.
O Dr. Amado Cervo do programa de pós-graduação em relações Internacionais da UNB fez a seguinte avaliação da política externa de FHC:
“Fernando Henrique Cardoso dominou o pensamento político e administrou a inserção internacional do Brasil nos anos noventa. Seu pensamento prevaleceu sobre o do Itamaraty, cujas lideranças não compreendiam porque se abandonara o desenvolvimento como vetor da política exterior”. (http://www.unb.br/brasilemquestao/2002/artigos.html#c)
Infelizmente há setores que confundem Política Externa Independente, onde se busca na inserção internacional elementos para fortalecer os alicerces do desenvolvimento nacional com surradas relações dicotômicas da época da Guerra Fria. Redecker e Lafer ainda estão convencidos de que o modelo de Política Externa denominado por vários autores de “Desenvolvimento Associado”, onde se elege um parceiro em condições superiores e atrela-se toda a política nesta releção de dependência, um ode a Política Externa Dependente.

Escrito por gruginskie às 16h08
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Zbigniew Brzezinski condena postura estadunidense de provocar a guerra com o Irã

Zbigniew Brzezinski condena postura estadunidense de provocar a guerra com o Irã

Zbigniew Brzezinski, Assessor de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter de 1977 a 1981, realizou forte crítica à Política Externa do governo Bush e afirmou que esta não deveria ser influenciada pelo ambiente artificial de urgência.

Brzezinski considera que um ataque ao Irã será um desatino político e poria em marcha uma agitação progressiva dos assuntos internacionais. Em sua avaliação:

“Embora os Estados Unidos não estejam planejando um ataque militar iminente contra o Irã, as persistentes insinuações de porta-vozes oficiais de que "a opção militar está sobre a mesa" impedem o tipo de negociação que poderia tornar essa opção em algo desnecessário. É provável que essas ameaças unam os nacionalistas iranianos aos fundamentalistas xiítas, já que a maioria dos iranianos está orgulhosa de seu programa nuclear. As ameaças militares também reafirmam as crescentes suspeitas internacionais de que os EUA poderiam estar alentando deliberadamente uma maior intransigência iraniana. Lamentavelmente, devemos perguntar-nos se essas suspeitas não estarão realmente justificadas em parte. Do contrário, como se explica a atual postura "negociadora" dos EUA que se negam a participar nas negociações em marcha com o Irã e insiste em pactuar só através de representantes? (Isso contrasta claramente com as negociações simultâneas dos EUA com a Coréia do Norte)”.

Para Brzezinski, o Irã não representa um risco a segurança estadunidense e uma ação ofensiva desencadearia um quadro de forte instabilidade regional. Por fim, propõem tratar o Irã com respeito e evitar cometer o mesmo erro ocorrido com o Iraque.

 



Escrito por gruginskie às 16h49
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FINAL DE FÉRIAS


FINAL DE FÉRIAS

Escrito por gruginskie às 16h09
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Kofi Annan

Annan: Política Externa dos USA ocasiona instabilidade na Política Internacional

 

Kofi Annan, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ao completar dois mandatos de cinco anos, advertiu que a diplomacia unilateral dos Estados Unidos no sistema internacional ocasiona graves riscos à política internacional e aos direitos fundamentais do homem, principalmente na chamada “Guerra contra o terror”.

Diplomata de Gana, Annan foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2001 e entrou em conflito diversas vezes com a política externa de George Bush. Exerce o cargo desde Janeiro de 1997 e encerrará sua atuação em 1º. de Janeiro de 2007, quando será sucedido por Ban Ki-Moon, da Coréia do Sul.



Escrito por gruginskie às 22h32
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USA: desetabilizador do mundo árabe

USA: desetabilizador do mundo árabe

 

O príncipe saudita Muqrin bem Abdelaziz Al Saud, chefe dos serviços de informações da Arábia Saudita, afirmou à agência France Presse, durante a 3ª. Edição do Diálogo de Manama, que a presença dos Estados Unidos no Iraque se transformou em um motivador de ações terroristas. A atividade organizada pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres (IISS) chega a uma conclusão superficial, cabe a comunidade internacional divulgar que a estabilidade regional necessita da retirada das tropas estadunidenses do Iraque e uma campanha internacional de solidariedade a população vítima desta guerra entre forças desiguais.



Escrito por gruginskie às 22h47
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